Maze Runner – Prova de Fogo

Livro: Maze Runner – Prova de Fogo

Autor: James Dashner

Editora: V&R

Eai galera, tudo bem?

Ontem terminei de ler o segundo livro da coleção Maze Runner. QUE LIVRO. Terminei na madrugada e já peguei “Cura Mortal” para começar a ler. Não dá pra parar. Só complementando o que foi dito na resenha do “Correr ou Morrer”, a coleção é composta por 4 livros, mas na verdade o último (“A ordem de extermínio”) é um livro adicional à trilogia e ele se passa antes do Labirinto.

Bom, para aqueles que ainda não leram o primeiro livro, não recomendo continuar a ler a resenha, pois esta conterá alguns spoilers de “Correr ou Morrer”.

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A história do segundo livro começa exatamente onde o primeiro termina. Os clareanos finalmente conseguiram sair do labirinto e acreditam que estão livres do CRUEL e salvos. Eles ainda não sabem muito do que se passou com eles, apenas que fizeram parte de um experimento organizado pelo CRUEL para identificar padrões cerebrais nos envolvidos. Supostamente, o objetivo do experimento foi encontrar candidatos aptos a exercerem um papel importante para a humanidade.

Isso mesmo, a humanidade está passando por sérios problemas e precisa de alguma salvação (e não é que se trata de uma distopia!). Há alguns anos atrás terríveis explosões solares devastaram boa parte do planeta terra e transformou muito do que existia em desertos escaldantes. Junto com essas explosões, um vírus se disseminou entre a população, o qual recebeu o nome de Fulgor. Esse vírus deteriora o hospedeiro a ponto de levá-lo à insanidade.

Com muitos dos países destruídos, os governos remanescentes se juntaram e criaram o CRUEL: “Catástrofe e Ruína Universal: Experimento Letal”. Essa instituição recebeu um grande investimento para fomentar suas pesquisas que aparentemente salvarão a humanidade. Digo aparentemente pois esta é a impressão que tive até onde já li da coleção. Ainda há muitos questionamentos pendentes.

É isto mesmo. O labirinto foi um experimento organizado pelo CRUEL. Os clareanos, insatisfeitos com a brutalidade do experimento – o qual matou quase metade dos integrantes do grupo – se sentem finalmente salvos ao serem resgatados das mãos do CRUEL.

Essa sensação dura pouco, pois logo eles descobrem que o resgate foi uma farsa e eles terão que participar de uma segunda rodada de experimentos. Este segundo experimento consiste em atravessar 150 km de uma terra devastada pelas explosões solares. Apesar de parecer simples, muitos desafios aparecerão no meio do caminho.

Outra surpresa para os clereanos (e aqui não considero spoiler pois isso ocorre logo no começo do livro) é que eles descobrem que não são o único grupo teste. Isso mesmo, existe outro grupo que está passando pelos mesmos experimentos que os clareanos. A única diferença é que é um grupo inteiramente formado por mulheres e um único homem – Aris, o qual é paralelo à Teresa, se compararmos os dois grupos. Esse fato me empolgou bastante e fez com que a vontade de ler aumentasse ainda mais. A participação do grupo B é pequena ao longo do livro. Elas efetivamente aparecem apenas no final.

Um ponto legal a se destacar é a diferença dos dois experimentos. No labirinto os clareanos tinham os suprimentos que precisavam e condições de sobrevivência boa, mas estavam enclausurados e precisavam procurar de forma organizada e racional por uma saída. Para o experimento de travessia do deserto, pouco suprimento é fornecido ao grupo e as condições de sobrevivência são terríveis, mas o alvo e objetivo deles é muito claro. Essa diferença entre os experimentos ilustra o fato de o CRUEL estar testando diferentes “Variáveis” sobre os candidatos para “determinar seus padrões cerebrais”.

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Os enigmas presente no livro ainda são inúmeros. Continuamos a ver as coisas sobre a perspectiva de Thomas, então entendemos das coisas conforme ele entende. Algumas memórias vão voltando aos poucos para Thomas, só que não sabemos se isso é efeito da transformação ou o próprio CRUEL está causando esses flashbacks por algum motivo.

A leitura do livro continua simples e rápida, repleta de ação e cenas impressionantes. Li bem rápido, mesmo estando lendo mais dois outros livros, e acho que não irá demorar muito para eu terminar “A Cura Mortal”. Espero que James Dashner não deixe a barra cair no último livro.

Só para lembrar, filme do Maze Runner estreia dia 18 de setembro nos cinemas!