Resenha – Juízo Final (livro)

Livro: Juízo Final

Autor: Sidney Sheldon

Editora: Record

Oi galera, tudo bem?

Estou de volta, desculpa a ausência ultimamente tem sido muita correria. Terminei de ler ontem o livro do Sidney Sheldon “Juízo final” e tenho que admitir que estou decepcionada.

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Eu sempre fui muito fã dos livros dele mas esse acho que foi o pior que já li dele, não que seja um livro horrível, muito pelo contrario é um bom livro mas poderia ser muito melhor, comparado aos outros que li dele como: “O Plano Perfeito”, “Se houver amanhã”, “O outro lado da meia-noite”, “Um estranho no espelho” e muitos outros, esse é o mais fraquinho.

O livro conta a historia de Robert Bellamy que faz parte do serviço de inteligência da marinha dos EUA e é chamado para ajudar num caso especial da CIA, o caso apresentado não é nada simples: um balão meteorológico com equipamentos bélicos caiu na suíça e sabe-se que um grupo de turistas acabou presenciando o fato. Não se sabe quantos turistas são, nem da onde vieram e  nem onde estão no momento. A missão de Robert é encontrar todas as testemunhas do ocorrido e passar seu nome e endereço para que as autoridades locais possam falar com esse cidadão a respeito do que virão ser extremamente confidencial. Um detalhe importante é que Robert é advertido a não contar com a ajuda de absolutamente ninguém do governo que ele já conheça de serviços anteriores.

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Começando pelo fato desse ser o primeiro livro do Sidney Sheldon que leio que não tem como principal uma mulher, foi legal ver uma mudança mas ainda prefiro as heroínas de Sheldon, em geral elas são personagens muito profundas, não que Sheldon não tenha se aprofundado no personagem de Robert Bellamy, mas na minha opinião faltou aquele detalhe que não sei explicar bem o que é que tem nos outros livros do autor.

Não fui muito fã desse livro também por outro detalhe, esse é o segundo livro que leio (e não gosto) que Sheldon se usa de elementos sobrenaturais, por assim dizer, para sua história (o outro foi “quem tem medo do escuro”), eu prefiro quando a história é mais verossímil. Prefiro histórias totalmente fantasiosa como Harry Potter ou totalmente verossimeis como Marley

e eu. Essa historia de misturar as coisas usando muito pouco de um(sobrenatural) no plano real me incomodou um pouco, parece que o autor estava sem criatividade e fez algo mal feito.

Nao é um livro ruim mas também foi um dos meus preferidos, fica a dica do livro para quem gosta de livro policial, a caçada das testemunhas é bem interessante e o autor pensa em coisas que provavelmente na situação de Robert eu nunca pensaria.

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Battle Royale

Livro: Battle Royale

Autor: Koushun Tamaki

Editora: Globo

 

Olá galera, tudo bem?

Depois de muito tempo de espera, consegui ter em mãos o livro Battle Royale. O autor do livro o escreveu com o objetivo de conquistar o prêmio Grand Pix Horror Novel do Japão, o qual premia anualmente a melhor história de terror. Apesar de acostumados a histórias de terror, o livro deixou vários dos jurados alarmados com a história macabra apresentada em Battle Royale.

A história se passa em um Japão dominado por um regime totalitarista (intitulado como “República da Grande Ásia Oriental” no próprio livro) que não se importa em adotar medidas drásticas para manter a população subordinada. Uma dessas medidas adotadas é o “Programa”. Este “programa” ocorre aproximadamente uma vez por ano e o intuito dele é corrigir os jovens japoneses que perderam o respeito e a admiração pelo militarismo. Para isso, uma classe de aula do nono ano do ensino fundamental (alunos de 14 anos de idade) é escolhida de forma aleatória e levada a um local restrito onde todos são obrigados a lutar até que apenas um sobreviva.

Jovens forçados a lutar dentro de uma arena até restar apenas 1 sobrevivente…

Pois é, não é a primeira vez que vemos isso. Battle Royale e Jogos Vorazes sofreram inúmeras comparações e o segundo foi apontado como um plágio do primeiro. A autora Suzzane Collins já até declarou publicamente nunca ter ouvido falar de Battle Royale antes de ter publicado seu livro. Apesar de Battle Royale ser mais antigo, fiquei sabendo deste através de Jogos Vorazes. Na época (cerca de 3 anos atrás), o livro ainda não tinha sido traduzido para o português, porém a adaptação cinematográfica do mesmo já existia.

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Curti muito o filme (não apenas eu, como também Quentin Tarantino, o qual elegeu o filme como o melhor visto desde o início de sua carreira de cineasta) e esperei a tradução do livro desde então. Finalmente, qualquer um pode obter a edição em português desse livro fantástico.

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O enredo do livro é bem simples: 42 estudantes de uma mesma turma soltos em uma ilha e obrigados a matar uns aos outros. Para cada estudante um kit de sobrevivência é dado, no qual se encontra comida, bebida, mapas da ilha e uma arma aleatória (e que seja enfatizado essa aleatoriedade: há um estudante que ganha uma metralhadora e outro que ganha um picador de gelo como arma – não se enganem com o picador de gelo, ele causa uma morte).

A genialidade do livro está na forma como o autor narra toda a batalha que acontece na ilha. A narração é feita em terceira pessoa e boa parte dela gira em torno do personagem principal – Shuya Nanahara. Porém, toda vez que alguma batalha vai acontecer na ilha, o narrador muda o foco da sua narração e passa a descrever algum outro personagem que estará envolvido nessa batalha.

A descrição do narrador não é nem um pouco supérflua. Ele se aprofunda psicologicamente em todos os personagens que ele chega a descrever na ilha e o leitor é forçado a torcer por todos esses personagens (inclusive há uma parte do livro em que somos forçados a sentir pena de uma das maiores matadoras do “programa”). É nesta parte que Battle Royale e Jogos Vorazes se separam. Battle Royale explora extensivamente a batalha que está ocorrendo (afinal, as 664 páginas se destinam a ela), enquanto Jogos Vorazes a arena é apenas uma parte da história, há outras questões envolvidas ali no meio.

Como todos os participantes da arena são colegas de classe, alguns deles não levam o jogo a sério e acreditam que todos devem se unir para fugir da ilha. Porém, a matança começa logo cedo e diversos alunos impiedosos surgem nesse contexto. Confiar em alguém ou se aliar a um grupo pode resultar uma tragédia.

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Gostei muito do livro e recomendo a todos que leiam. A história te prende do começo ao fim e é muito bem construída (diferente do filme, o qual é um pouco confuso e deixa algumas pontas soltas). Porém, se tiver estomago fraco, não o leiam. Esse foi o primeiro livro que uma cena descrita me causou repulsa. Tive que colocar o livro de lado por um tempo para absorver o que foi dito. O filme, apesar de controverso e proibido por algum tempo, não exibe nem metade da violência relatada no livro.

Outro ponto que acho importante destacar é o fato do livro ter sido originalmente escrito em japonês, o que faz com que algumas coisas fiquem meio confusas. Essa confusão decorre em parte do nome dos personagens (para mim, todos se pareciam muito) e em parte devido às falhas na tradução. Um fato que ajuda bastante a se acostumar com os nomes é que o autor coloca ao lado do nome a posição do estudante na lista de chamada. Por exemplo, Shuya Nanahara (o estudante nº 15).

Espero que todos leiam e aproveitem essa edição fantástica elaborada pela editora Globo.

Divergente

Livro: Divergente

Autor: Veronica Roth.

Editora: Rocco

 

Seguindo a onda de distopias futurísticas, Divergente é um livro que se aproxima muito da tão aclamada trilogia Jogos Vorazes de Suzanne Collins. Assim como o último, Divergente é uma leitura rápida e fácil, te prende do começo ao fim. Porém, a história de Veronica Roth não apresenta um clímax tão acentuado.

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A narrativa se passe em um planeta (pais ou cidade, isso não fica bem definido no livro) devastado pela guerra. Para sobreviver a esta situação a sociedade remanescente se isolou do resto do planeta, separados por uma cerca que impede a entrada ou a saída de qualquer indivíduo, e criou um sistema de castas, onde cada uma das castas era composta por pessoas que apresentavam as mesmas características/qualidades. As 5 castas – chamadas no livro de facções – existentes nessa sociedade são:  Abnegação (os altruístas); Amizade; Audácia; Sinceridade e Erudição (os inteligentes).

Todo indivíduo, ao completar 16 anos, deve escolher entre uma dessas facções, de acordo com o resultado de um teste de aptidão criado pelos líderes da sociedade. Dependendo da facção que escolher, o indivíduo poderá mudar sua vida completamente, tendo que abandonar a família para morar com o novo grupo.

É nesse cenário que se encontra a personagem principal Beatrice Prior. Às vésperas da cerimônia de seleção, Beatrice ainda não faz ideia de qual facção escolherá e o que a espera no futuro.

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A narrativa é feita em primeira pessoa, sempre sobre a perspectiva de Beatrice. A personagem principal acaba tendo certa profundidade psicológica, uma vez que toda a narração gira em torno dela. Porém, todos os outros personagens são apresentados de forma superficial e não sabemos muito sobre o que se passa na cabeça deles.

Na facção que escolher, Beatrice acabará encontrando uma outra pessoa (apelidado de Quatro), pela qual ela se apaixonará. Esses momentos do livro em que a relação dos dois é descrita são bem maçantes. Acredito que a autora adicionou essa história de amor para poder apresentar mais camadas de emoção da personagem principal, mas acaba desviando um pouco a atenção do assunto principal.

O final do livro deixa o leitor cheio de expectativas, uma vez que ele termina em um momento crucial da história. O começo do segundo livro (Insurgente) já retoma a sequência no mesmo ritmo que acabou o primeiro livro. É talvez por essa falta de desfecho muito bem definido do primeiro livro que me faz acreditar que o livro não tenha um clímax tão acentuado. Aparentemente, os três livros poderiam ser consolidados e a leitura seguiria de uma só vez.

 

No geral, a trilogia é bem interessante. Recomendo a aqueles que leram e curtiram muito jogos vorazes, apesar de achar que a saga Divergente não supera a história narrada em Panem!

Para aqueles que também se interessar, o filme adaptado deste livro estreia dia 17 de abril (quinta-feira) nos cinemas do Brasil. De acordo com algumas críticas já publicadas, o filme é bem fiel ao livro.

Resenha: Sob a Redoma – livro

Resenha

Livro: Sob a Redoma

Autor: Stephen King

Editora: Suma de letras – Objetiva

 

Oi gente! Como estão?

Final-post

Demorou uma eternidade pra acabar, mas finalmente acabei e valeu a pena! Sob a redoma (Under the Dome) é o estilo de livro meio J. K. Rowling que você não pega o ritmo de primeira, precisa passar das cem primeiras páginas para você não querer largar mais, e nesse caso tudo bem porque o livro tem 954 páginas e repito: Vale a pena!

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A história é de uma cidade chamada Chester’s Mill, situada nos Estados Unidos que de uma hora para outra se vê presa sob uma redoma invisível. Sem contato com o mundo exterior apesar das grandes tentativas do governo para libertar a cidade o caos começa a se instalar logo nos primeiros dias após o incidente. Big Jim, o maior vilão do livro, encara a redoma como uma mensagem de Deus de que está na hora dele controlar a cidade de vez, coisa que já tem tentado fazer a muitos anos sendo segundo vereador da cidade e fará tudo que está ao seu alcance, até matar se preciso, para conseguir o que quer. Dale Barbara, ou Barbie, é um ex-militar que leva a vida como cozinheiro num restaurante local e que poucos dias antes da redoma entrou numa briga feia com Junior, o filho psicopata de Big Jim, é titulado como o homem no comando da cidade pelo próprio presidente dos EUA, o que vai totalmente contra os planos de Big Jim, e afinal o que o governo dos EUA pode fazer? Ninguém entra e ninguém sai. Já deu pra sentir a tensão no ar, certo?

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Eu sinceramente demorei um pouco  para me acostumar com o estilo de narrativa muito dinâmico que Stephen King usa, sempre contado em terceira pessoa, mas passando pela perspectiva de vários personagens numa mesma página, por animais e até por seres inanimados. Outro aspecto da narrativa que estranhei muito logo de cara, mas acabei me acostumado é o modo como ele costuma dar spoilers do que vai acontecer mais pra frente no livro, realmente spoiler, King simplesmente abre um parênteses e fala coisas do tipo: “até aqui ele ainda não sabia que tinha um tumor no cérebro” ou “ele achava que seria uma boa ideia, mas não seria!”. No começo eu não gostei, achei que acabava um pouco com a graça do livro contando o que ia acontecer mais pra frente, mas como costumam ser spoilers vagos acabou por fazer exatamente o contrário, me deixou ainda mais curiosa para ler e saber o porquê aquilo ia acontecer.

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A história tem muitos personagens, muitos mesmo, King realmente fez questão de pintar o cenário de uma cidade toda, ainda que pequena, e mostrar ao máximo possível a perspectiva de todos, mesmo que eles não durem muito.

 

Eu achava que o Martim gostava de matar os personagens, mas acho que o King conseguiu ser ainda pior, é claro que não tem logo de cara uma morte tão surpreendente e inesperada como a do Ned Stark, mas ainda assim, muitas mortes. Conselho: não se apegue muito a nenhum personagem!

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Eu me surpreendi com o final, estava esperando alguma coisa muito louca e sem sentido que deixasse a desejar e muito com tanta coisa acontecendo no livro, mas me surpreendi um final bem bolado e do tipo que eu gosto: que faz pensar. O livro tem uma leve moral no final, o que é bem interessante, eu gostei bastante, talvez porque estava com baixa expectativa, mas achei realmente surpreendente e comovente, talvez você também se pegue pensando a respeito da sua vida, não vou dizer exatamente em relação a que para não acabar com a graça.

 

Para os que vão ler pensando que o livro é igual à série talvez tenham uma grande decepção, não é em quase nada parecido com a série. Os personagens principais estão lá, mas tem personalidades um pouco diferentes, acho que o mais fiel ao livro é Big Jim e mesmo assim achei a versão Big Jim da série mais bonzinho do que ele realmente é no livro, está também a fábrica de drogas, o confronto constante de Barbie e Big Jim e é claro a redoma, fora isso em quase nada se parecem, mas também recomendo a série é muito boa!

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Sob a redoma é um livro denso, e com um ritmo enlouquecedor de coisas acontecendo e é realmente fascinante. Gostei bastante e recomendo para os que gostam de sci-fi, e também pros que gostam de ver o que as pessoas estão dispostas a fazer por poder ou para sobreviver! Na realidade gostei tanto que recomendo a todos, talvez não pros com estomago fraco, encarem esse livro gigante, vale a pena!     topo-sobaredoma

Resenha: O Cavaleiro dos Sete Reinos – livro

Resenha

Livro: O Cavaleiro dos Sete Reinos

Autor: George R. R. Martin

Editora: Leya

 

 

Oi gente estavam com saudades?

 

Hoje vou falar de um livro que eu adorei: o cavaleiro dos sete reinos do Martin, para quem gostou de Guerra dos Tronos esse é um livro que não pode faltar na sua prateleira.

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A história se passa noventa anos antes de “a guerra dos tronos”, ou seja, da história do primeiro livro. Nesse livro os Targaryen ainda governam os sete reinos, mas já não existe nenhum dragão vivo. O personagem principal do livro é Dunk, pra quem já leu os outros livros da série já sabem que cada capitulo tem o nome da pessoa que vai narrar à história do ponto de vista dela, nesse livro é diferente, sempre iremos ver a história do ponto de vista de Dunk, que nada mais é do que um homem imenso, que tem baixo nascimento e se tornou cavaleiro andante.

As coisas na vida de Dunk começam a mudar logo que ele vira cavaleiro e conhece um menino muito estranho chamado Egg, que tem a cabeça raspada e os olhos púrpuros, não é nenhum spoiler falar que o menino é um príncipe Targaryen fingindo ser um menino pobre. Dunk acaba fazendo de Egg seu escudeiro e juntos eles passam três aventuras que estão separadas por capitulo no livro. Agora para saber as aventuras terão que ler.

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Gostei muito do livro, mas eu amo a série as crônicas de gelo e fogo, era de se esperar que eu gostasse. Para quem achou muito denso os livros de as crônicas de gelo e fogo pode gostar de o cavaleiro dos sete reinos e ler tranquilamente, pois uma historia não afeta a outra, mas acho que talvez alguns detalhes não serão entendidos, o livro tem menos personagens, e tem uma narrativa mais leve e é bem menor, são 413 páginas mas com uma fonte bem maior do que a do as crônicas de gelo e fogo. Para quem quer ler os outros livros da série mas está com preguiça pois o livro é muito grande, pode ser uma boa ideia começar com o cavaleiro dos sete reinos para se animar pra ler os outros.

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Resenha: o Hobbit

Resenha Livro: O Hobbit

Autor: J. R. R. Tolkien

Editora:Martins Fontes

Oi pessoal, e ai o andam lendo durante o carnaval?

Já faz um tempo que tive a oportunidade de ler o hobbit e tenho acompanhado os filmes também, para quem se empolgou com os filmes e decidiu que quer ler o livro aviso: o livro e os filmes não são iguais, os filmes tem muito mais ação do que os livros em si.

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O livro, O Hobbit tem uma narrativa diferente da trilogia do senhor dos anéis, nesse livro a linguagem é mais fácil sem tanta descrição de cenário, mas ainda assim riquíssimo ao estilo Tolkien.

O livro conta a aventura de Bilbo Bolseiro, a história de antes de o senhor dos anéis, de como Bilbo conseguiu “o anel para controlar todos os outros anéis”. Para quem leu o senhor dos anéis, ou mesmo assistiu aos filmes, deve se lembrar do momento que o Bilbo entrega o livro com suas memórias para o Frodo, esse livro de memórias conta a história de O Hobbit, de como Gandalf encarregou Bilbo de uma tarefa que mudaria para sempre a história de todos da terra-média.

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Indico para quem gosta de Tolkien obviamente, mas também para quem gostou do estilo de o senhor dos anéis mas não deve paciência para ler todo o livro, O Hobbit é um bom começo para se acostumar com o estilo de escrita do Tolkien e conseguir “pegar o ritmo” para ler uma trilogia pesada como o senhor dos anéis.

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Bom carnaval e boa leitura!

Resenha: As Aventuras de Pi – livro

Resenha

Livro: As Aventuras de Pi

Autor: Yann Martel

Editora: Nova Fronteira

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Oi gente, tudo bem com vocês?

Quero falar hoje do livro que acabei de ler ontem: As aventuras de Pi, eu já tinha visto o filme e tinha adorado então resolvi comprar o livro para ler, já que normalmente os livros são muito melhores que os filmes. Infelizmente não foi o que aconteceu nesse caso, pelo menos para mim, me emocionei muito mais no filme do que no livro.

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O livro conta a história de um garoto indiano de 16 anos chamado Piscine Molitor Patel (ou simplesmente Pi), que se vê como único sobrevivente humano de um naufrágio no meio do pacífico e está num bote salva-vidas com uma zebra, uma hiena, um orangotango e um tigre. Como era de se esperar a natureza segue seu curso e acabam ficando somente o menino (depois de conseguir fazer uma balsa de remos e coletes salva-vidas e ficar fora do barco) e o tigre (que se chama Richard Parker, o que eu achei muito engraçado e em certo momento do livro é explicado o porque do nome incomum do tigre). O livro conta a jornada de 227 dias em alto mar, das dificuldades que Pi  encontra para conseguir comida e água potável, não só para si mas também para um tigre de mais de 200kg, que poderia mata-lo a qualquer momento para se alimentar.

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O que achei mais interessante na história, é o fato de Pi ser extremamente religioso, e não no sentindo que não aceita a ciência e só Deus existe e não terá que ser feito nada pois Deus o salvará, mas no sentido de ter fé em Deus e mesmo assim conviver com a ciência e ter iniciativa, Pi é hindu, cristão e muçulmano. E em toda sua jornada ele relaciona os momentos que viveu com Deus, e mesmo quando estava quase morrendo não deixou de perder a fé.

Outro fato interessante do livro é a relação de Pi com Richard Parker, como ele aprende a entender o tigre e esse se torna a razão para Pi batalhar tão ferozmente pela vida dos dois.

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No final do livro (não é spoiler) tem um momento emocionante quando os japoneses vão entrevistar Pi Patel no hospital para ouvir a história do naufrágio do navio japonês e não acreditam na história que o menino conta, para satisfazer os japoneses ele acaba contando a mesma história com personagens diferentes que parece mais lógica, porém muito mais trágica, e pergunta qual história os japoneses gostaram mais e relaciona isso com a religião. Eu achei essa sacada do autor sensacional. Essa é a parte que você realmente para e pensa sobre o significado do livro inteiro.

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No filme eles também mostram essa parte, “a sacada” e Ang Lee conseguiu capturar bem a história e representa-la no cinema de maneira fantástica e emocionante, mas tirando os momento mais “pesados” do que Pi teve que fazer para sobreviver, acho que nem Bear Grylls teria conseguido sobreviver na situação que o personagem principal do livro se encontrava.

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Amei essa sala de cinema

Não indicaria esse livro para iniciantes ou pessoas com pouca paciência e estomago fraco, é um livro bastante parado, e não se fica ansioso pela próxima sequencia de tragédia que vai se passar, quase não se tem ação apesar de se ter um tigre a bordo e o filme desempenha bem o papel de contar a história e pular as partes mais nojentas, para quem ficou interessado na história mas não é muito fã de leitura.