Divergente

Livro: Divergente

Autor: Veronica Roth.

Editora: Rocco

 

Seguindo a onda de distopias futurísticas, Divergente é um livro que se aproxima muito da tão aclamada trilogia Jogos Vorazes de Suzanne Collins. Assim como o último, Divergente é uma leitura rápida e fácil, te prende do começo ao fim. Porém, a história de Veronica Roth não apresenta um clímax tão acentuado.

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A narrativa se passe em um planeta (pais ou cidade, isso não fica bem definido no livro) devastado pela guerra. Para sobreviver a esta situação a sociedade remanescente se isolou do resto do planeta, separados por uma cerca que impede a entrada ou a saída de qualquer indivíduo, e criou um sistema de castas, onde cada uma das castas era composta por pessoas que apresentavam as mesmas características/qualidades. As 5 castas – chamadas no livro de facções – existentes nessa sociedade são:  Abnegação (os altruístas); Amizade; Audácia; Sinceridade e Erudição (os inteligentes).

Todo indivíduo, ao completar 16 anos, deve escolher entre uma dessas facções, de acordo com o resultado de um teste de aptidão criado pelos líderes da sociedade. Dependendo da facção que escolher, o indivíduo poderá mudar sua vida completamente, tendo que abandonar a família para morar com o novo grupo.

É nesse cenário que se encontra a personagem principal Beatrice Prior. Às vésperas da cerimônia de seleção, Beatrice ainda não faz ideia de qual facção escolherá e o que a espera no futuro.

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A narrativa é feita em primeira pessoa, sempre sobre a perspectiva de Beatrice. A personagem principal acaba tendo certa profundidade psicológica, uma vez que toda a narração gira em torno dela. Porém, todos os outros personagens são apresentados de forma superficial e não sabemos muito sobre o que se passa na cabeça deles.

Na facção que escolher, Beatrice acabará encontrando uma outra pessoa (apelidado de Quatro), pela qual ela se apaixonará. Esses momentos do livro em que a relação dos dois é descrita são bem maçantes. Acredito que a autora adicionou essa história de amor para poder apresentar mais camadas de emoção da personagem principal, mas acaba desviando um pouco a atenção do assunto principal.

O final do livro deixa o leitor cheio de expectativas, uma vez que ele termina em um momento crucial da história. O começo do segundo livro (Insurgente) já retoma a sequência no mesmo ritmo que acabou o primeiro livro. É talvez por essa falta de desfecho muito bem definido do primeiro livro que me faz acreditar que o livro não tenha um clímax tão acentuado. Aparentemente, os três livros poderiam ser consolidados e a leitura seguiria de uma só vez.

 

No geral, a trilogia é bem interessante. Recomendo a aqueles que leram e curtiram muito jogos vorazes, apesar de achar que a saga Divergente não supera a história narrada em Panem!

Para aqueles que também se interessar, o filme adaptado deste livro estreia dia 17 de abril (quinta-feira) nos cinemas do Brasil. De acordo com algumas críticas já publicadas, o filme é bem fiel ao livro.

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