[ENTREVISTA] Carolina Camargo, a escritora de Mortalibus

Jovem e com um super humor, me encantei com Carolina Camargo quando conversamos pela primeira vez. Mesmo ela sendo alguns poucos anos mais nova que eu, me senti conversando com uma pessoa madura e decidida. Carolina está terminando o colegial e deseja cursar Farmácia, já está escrevendo seu segundo livro.

Mortalibus publicado pela Editora Bookmakers, nossa parceira, está às vendas na Livraria Cultura e na Livraria Saraiva. Capa dura, folhas em tom amarelado e um cheiro incrível de livro novo. Mortalibus é uma atração só desde que o pegamos nas mãos.

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SinopseEm um mundo não tão distante do nosso, várias seitas secretas se formam e pessoas se unem em clãs rivais. Uma guerra está iminente. Muitos já morreram no passado da humanidade, mas ninguém jamais considerou buscar algum tipo de informação concreta para saber onde essas almas foram parar. Não muito longe daqui e com um DNA bem semelhante ao nosso, criaturas com aparência humana e poderes de deuses morrem e reencarnam – muitas vezes, dentro de um de nós. À beira de uma catástrofe na família do czar Nicolau, sua filha, a bela grã-duquesa Anastácia, descobre ser um elo há muito perdido entre as seitas em guerra. Sua missão- restaurar a paz. Contudo, sua morte protelou a tarefa em quase 100 anos e, agora que o desespero já se alastrou, Anastácia deve retornar ocupando um corpo que não lhe pertence. Bem vindos, mortais, à entrada de seus maiores sonhos.

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Conseguimos entrevistar a escritora Carolina Camargo na semana passada (nos sentimos muito honrados pela participação dela e estamos ansiosíssimos para o próximo livro).

AS MIL E UMA LETRAS: Diga-nos um pouco sobre o que você acha do seu livro hoje.
Carolina Camargo: Poxa, é difícil dizer o que eu mesma acho do meu próprio trabalho (risos) – principalmente porque acho que, durante seu processo de escrita e após o mesmo, acabei o lendo e relendo diversas vezes, e… bem, acho que acabei enjoando um pouco (depois de decorar cada mínima vírgula), mas acho que dizer isso não é a melhor maneira de vender o meu peixe! (risos) De qualquer maneira, escrever sempre foi tudo para mim, e posso resumir “Mortalibus” baseada nisso: foi uma experiência. Claro, é maravilhoso terminar o primeiro livro, mas terminá-lo acabou me inspirando a continuar, melhorar, crescer… E estou visando resultados ainda mais satisfatórios em trabalhos futuros!

 

AMEUL: O que te motivou a escrever o Mortalibus?
C.C.: Nossa, essa é uma história que eu nunca soube exatamente como explicar. Acabou surgindo praticamente sozinho, sabe? Aconteceu há alguns anos, na época que eu tinha, recentemente, terminado a tão aclamada “Série Crepúsculo” (que eu adoro, não vou negar!), e estava muito envolvida com todo esse mundo, de tal modo que frequentava assiduamente o fórum criado pela Editora Intrínseca para a série, e, vez ou outra, postava “fanfics” (e que, desculpem a falta de modéstia, tinham uma relativa boa aceitação); depois de algum tempo escrevendo sobre a própria série, decidi que era hora de ter histórias criadas em um mundo inteiramente meu – assim, acabei embarcando na onda dos “romances americanos” (que sinceramente não condeno e nem aprovo, mas, como eu já disse, adquiri uma experiência com “Mortalibus”: aproveite, use e abuse de sua própria origem, as coisas são muito mais fluentes quando se trata de uma realidade conhecida por si próprio).

 

AMEUL: O que você mais gostou em escrever Mortalibus?
C.C.: Eu adorei criar meus personagens masculinos! Todos eram maravilhosos em minha cabeça. (risos) Mas de verdade, a criação dos personagens… o desenvolvimento das personalidades, a forma como eles escaparam do meu controle… Nossa, eu realmente adorei ver como as situações se desenvolviam para todos seguindo um perfil de personalidades, como se todos estivessem ao meu lado, sussurrando as frases intrincadas que deveriam proferir. Foi uma experiencia que… bem, só se tem escrevendo. É único. E mágico.

 

AMEUL: Você leu o livro depois de algum tempo? O que achou?
Como eu disse, li e reli o livro “a couple of times”, e isso acaba dando uma visão muito diferente de tudo. Apesar de ter decorado as frases, a cada nova vez que eu as lia… elas adquiriam um significado totalmente novo, eu era capaz de enxergar traços obscuros nas personalidade dos meus “filhos”. Não existem palavras para se dizer o que um autor acha de sua própria obra – só posso reproduzir algo sábio que li certa vez: “Um autor apenas publica sua obra para parar de modificá-la.”

 

AMEUL: Quais são seus planos literários a partir de agora?
C.C.: Planos literários? Estão sempre à todo vapor! As ideias vem e vão a todo momento, cada acontecimento banal do dia a dia é capaz de dar origem à toda uma trama… Mas não vamos nos deter a isso. Meu trabalho mais novo ainda está incompleto, mas em reta final! Imagino que até o final de julho eu já possua um texto mais ou menos completo. E a história, bem, tem muito me agradado: Como eu já disse, aprendi que não é o melhor caminho “se deixar levar pelas ficções americanas”, poxa, somos brasileiros! Temos que aproveitar isso, não temos? Não condeno de maneira alguma histórias cujo pano de fundo é a potência do mundo (principalmente porque aprecio muitos trabalhos americanos), mas creio que devemos ajudar a valorizar nossa própria cultura, porque, se não o fizermos, quem fará? Deixando as filosofias de lado, meu novo trabalho é bem “vida real” e além de se ambientar no Brasil, tem como pano de fundo uma festa, cujos personagens e acontecimentos, em sua maioria, são baseados em pessoas e histórias do meu cotidiano. Meu novo maior sonho: ter a honra de conseguir publicar esse trabalho pela Editora Rocco, que tanto admiro (quem disse que sonho pequeno?).

 

AMEUL: Os leitores adoram entrar em contato com os escritores. Qual foi a maior loucura que você já ouviu de um leitor?
Nossa, esse é um prazer que ainda não tive o prazer de experimentar. Não sou conhecida, isso não me aflige, de maneira alguma, mas sonho em um dia alcançar um grau de relativo reconhecimento. Mas, independe de qualquer coisa, estou esperando ansiosamente o primeiro leitor maluco a me dizer algo! Estou disponível todos os dias, na maior parte dos horários. Quem quiser o meu email para dizer algo maluco, fale com As Mil e Uma Letras! (risos)

 

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E aí, o que acharam da Carolina? Eu fiquei com mais vontade ainda de ler o Mortalibus! É um dos próximos da minha lista.
Caso queiram entrar em contato com a Carolina, envie um e-mail para: asmileumaletras@gmail.com.
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Até mais, pessoal!
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