Arte além das letras: LOST

Olá pessoal!
Seguindo um pouco no caminho do post anterior de “Arte além das Letras”, achei legal comentar um pouco também na seção de seriados e filmes, até por que muitos estão diretamente relacionados a livros, não é? (não contém spoilers!)

Lost Season 1

“Lost” é um seriado norte-americano, gravado entre 2004 e 2010, e composto de 6 temporadas anuais. É classificado principalmente como “drama”, por mesclar segredos, polêmicas, relacionamentos humanos, intrigas e descobertas. A série é extremamente aclamada, ganhadora de diversos prêmios e sempre presente em listas de “seriados top10” ou coisas do gênero (então você provavelmente já ouviu falar…). O elenco conta com algumas pessoas famosas como Evangeline Lilly (Kate), Josh Holloway (Sawyer), Ian Somerhalder (Boone), Maggie Grace (Shannon), Dominic Monaghan (Charlie) , dentre outros.

Basicamente, a história inicia-se com um acidente aéreo curioso que deixa muitos passageiros ilesos, mesmo com a gravidade da situação. Os sobreviventes então se deparam com uma ilha aparentemente deserta, e completamente imprevista na trajetória original do avião. Nas primeiras cenas, já passamos a conhecer algumas personagens que marcarão fortemente o seriado, e você já começa a se envolver mais por alguns. Não há nenhum “protagonista” em geral (embora alguns roubem a atenção em certas cenas fantásticas), algo também conhecido como ensemble cast. Isto é legal pois permite que você se envolva com qualquer um, já que todos são relatados com igual foco.

Eu gosto de realçar um dos fatos que me manteve fissurado por Lost, que são as micro-plots. Eu descreveria mais ou menos assim: Conforme o seriado avança, sempre tem um grande mistério para ser resolvido, algo que foge da compreensão das personagens (e em geral, de sua também), e que demorará um tempo para ser descoberto. Isto são as plots, algumas das quais só serão reveladas na última temporada. Entretanto, a série permeia essas histórias maiores com acontecimentos pequenos, que instigam a curiosidade do espectador, e revelam coisas sobre as personagens, fazendo com que você duvide, concorde, questione: interaja. Assim, sua atenção mantém-se presa, ficando mais dinâmico, menos maçante.

Durante toooodo o seriado também está presente o esquema de flashbacks, que relatam a vida das personagens anteriormente ao acidente, e que, portanto, faz você compreender por quê tal pessoa age de tal maneira, e muitas vezes confirmar uma suspeita (sempre dá satisfação e orgulho, né?) ou até mesmo abrir mais possibilidades.

Complementando isto, certa vez eu estava dando uma olhada nos “bônus” ou “extras”, que vêm na versão que baixei, e encontrei um videozinho sobre a “teoria dos 6 graus de separação” (o vídeo contém “spoilers”!), que foi amplamente abordada no seriado. Resumidamente, ela diz que que qualquer pessoa no mundo está a, no máximo, 5 pessoas separada de você. Parece confuso, mas pense assim. Existe alguma pessoa na Rússia que conhece alguém que conhece alguém que conhece algúem (e assim vai, 5 vezes) … que conhece você. E isso vale para qualquer pessoa no mundo. O seriado utiliza-se disso de forma brilhante, mostrando através dos flashbacks como a vida de cada uma das personagens está interligada (isso dá até arrepios quando você vai descobrindo), e persiste com isso até o fim do seriado. Gosto de ressaltar a frase da minha personagem preferida, John Locke: “Don’t mistake coincidence for fate” que, em tradução simples, significa “Não confunda coincidência com destino”, referindo-se ao fato de que tudo deveria acontecer como aconteceu, que “era destino” – A probabilidade mescla-se com a certeza. Muitas pessoas, inclusive, seguem esse pensamento cotidianamente. E isso faz sua cabeça ir lááá longe, em pensamentos. Também é frequente no seriado a ideia de religião, fé e filosofia, inclusive nos nomes de algumas personagens…

locke

Não quero estragar mais a diversão. Vale muito a pena assistir, recomendo totalmente. O seriado é de 2004 e comecei a vê-lo agora, nas férias de 2013, então ainda é tempo! Eu acompanho/acompanhei também Arrow, Game of Thrones, The Walking Dead, ER, Cold Case, Without a Trace e posso afirmar com certeza que Lost é de nível igual ou superior. Quem já assistiu e sentiu curiosidade ou nostalgia, acho legal que veja pelo menos esses “bonus”, que tem coisas interessantíssimas (incluindo os erros de gravação, que são SENSACIONAIS :D)

Espero que tenham gostado! Até a próxima,

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