Da Estante: O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams

Olá, pessoal! Primeiramente, venho me apresentar. Meu nome é Artur Carvalho, sou escritor nas horas vagas de resenhas e poesia (sonetos diversos), e detenho também um blog no wordpress, sobre o qual a fofa da Bianca já comentou: Cavalgada das Valquírias. Agradeço o reconhecimento, o convite e a oportunidade de agora estar resenhando no As Mil e Uma Letras! 😀

Agora, ao livro! “O Guia do Mochileiro das Galáxias” é uma obra genial composta pelo autor inglês Douglas Adams (sobre o qual Bianca já comentou aqui). A princípio, existe um certo “rolo” na série, pois temos 5 livros, descritos como “trilogia de cinco”, sendo que os 4 primeiros são interligados e o quinto é um pouco mais independente. Acho que isso já dá uma certa pincelada no humor típico do livro, de tom non-sense. Eu simplesmente me apaixonei pela graça da história, algo que não se vê comumente nos livros atuais (até por que os best-sellers dificilmente abordam temas ligados ao humor; normalmente temos apenas romances, tragédias, conflitos e coisas do gênero). É difícil descrever o por quê de ser engraçado, mas eu diria que é um humor constante e simples, que cai como uma luva com o fato da história ser extremamente bizarra, hahaha. É possível rir com o narrador, que faz observações e parênteses para tentar explicar um pouco o que está acontecendo, por vezes surpreendendo, e com as personagens também. Tudo é fechado com chave de ouro, através da já citada bizarrice. Acredite, é tão bom que direto me pego rindo em voz alta hahaha

Prosseguindo com o enredo, é legal fazer uma resenha deste livro pois não “tem” spoilers. A história é tão abrupta e sem sentido que por vezes você se colocará na posição de Arthur Dent, um dos protagonistas, terráqueo, que está sempre confuso e tentando entender tudo aquilo além de sua compreensão. O fato de a narração ser sem sentido não é, de forma alguma, algo ruim; como disse, o humor vem justamente disso. Basicamente, a história começa contando a relação entre Arthur e Ford Prefect (um nome curioso, não? A explicação para tal já é engraçada, hahaha), na Inglaterra, até que o planeta Terra é subitamente destruído, por uma razão também hilária. Eles são então levados a uma jornada pelo espaço. Sou meio suspeito pra resenhar sobre um livro com estas características, já que rio facilmente E amo qualquer temática ligada ao espaço sideral. O narrador consegue criar imagens interessantíssimas, e achei curiosa a “humanização” dos seres do espaço. Você dará de cara com robôs deprimidos, um computador extremamente simpático (com um lado materno), portas que falam, alienígenas que escrevem as terceiras piores poesias do universo (quem escreve a pior é motivo de riso hahahaha), e todos esses possuem características notadamente humanas, sobretudo emocionalmente falando. É interessante; dado o fato de  o universo ser colossal, por quê todos têm trejeitos humanos, sendo os humanos uma espécie de um único planeta? Acaba ficando mais natural e permite que o leitor se envolva facilmente.

Confesso que, num primeiro momento, fiquei extremamente surpreso (até duvidei, da primeira vez) ao notar o  fato de a obra ser de 1979. Isto me maravilhou, dada a genialidade do autor em abordar temas do futuro da época, que hoje temos como realidade (por exemplo, quando ele descreve o funcionamento dos rádios, – outra parte muito cômica – ele basicamente previu as touchscreens cerca de 30 anos antes). O autor também caprichou nas notas de rodapé, que são sempre engraçadíssimas e às vezes trazem debochadas explicações científicas e matemáticas, chamando a atenção de um estudante de engenharia, hahaha. Aliado a isto, temos também um livro relativamente curto com vários capítulos, o que dá uma sensação gostosa de progressão e faz com que você leia rapidamente – e também flui muito bem com o humor. Adams realmente acertou em CHEIO.

Por fim, destaco algumas passagens das quais ri muito (sem contar as que já falei acima, no decorrer da resenha). Amei a parte onde ele  “prova” que Deus não existe, e também conta sobre o peixe-babel tradutor, é simplesmente fantástica. Também adorei a mancada simples e idiota que Ford prega em Arthur na câmara de descompressão, e a sequência de avisos sobre o míssil vindo em direção à nave Coração-de-Ouro ao penetrar um planetinha perdido. Tudo isso soa confuso e desconexo – bizarro – mas é justamente por isso que a obra é maravilhosa. Com certeza é um dos melhores livros que já li até hoje, e pretendo continuar com o resto da série. Comecei o segundo livro e parece promissor; o primeiro capítulo é um resumão desengonçado sobre o primeiro, hahaha.

Sobre por quê comecei a ler, a Bianca que me recomendou e consegui comprar a coleção inteira, em sua versão econômica, no site submarino também através de um post dela. Agradeço muuuito pela indicação e passo adiante : Recomendo totalmente, e também destruo aqui o preconceito de a obra ser voltada mais a um público infanto-juvenil; muito pelo contrário, até reflexões se é possível extrair da obra, além das longas gargalhadas.

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